De costas para o rio...

Quero questionar-me, questionando-vos. Adoro a Paz real, aquela que brota sorrisos... Quero cantar sentimentos, desafiar os olhares do coração... Quero contar consigo, na parceria desta viagem... Por isso não quero ir para o mar, quero procurar as razões que dão amor... e, dele fazer um canto louco de alegria...

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Localização: Barreiro, Setubal, Portugal

sou alguém que é feliz...

domingo, setembro 25, 2005

A razão deste título...

De costas para o rio... feitas as apresentações, lançada que foi a minha primeira pedra deste edifício, quero explicar-vos o porquê deste título. Num belo almoço, à beira rio, na margem sul, alguém muito especial me questionou sobre o blog. Que sim, mas também, e afinal nem tinha ainda sequer, título! Ah mas até pode ser de costas para o rio... Aceitei, institivamente o desafio... Mais tarde verifiquei o quanto estava certo. Vejam só:
De costas para o rio,
p'ra não ir nele p'ró mar...
Nesta terra árida de baldio,
procuro razões para amar...

Neste cantinho, terei oportunidade de me expôr. Muitos amigos meus me dizem, que a minha poesia é uma autobiografia. Não será totalmente assim, mas que ela de facto vem de dentro, vem. E, não será toda a poesia uma forma de exposição, mais ou menos esclarecida? Por isso tinha pensado pôr em rodapé, uma informação que diria:
Quem sou eu?
Aqui me fotografo,
para que me vejam...


E, para desanuviar um pouco, remando contra a ideia, que toda a poesia é quente e dramática, (onde é que fui buscar isto?), aí vai uma, que revela uma outra faceta dos que fazem poesia - a observação, a crítica e o humor. Cantigas de escárnio e maldizer, à moderna... presunção e....
Façam o favor de ser felizes, como diz o mais mediático cozinheiro da TV...

O chapéu da madame

Lindo o chapéu da madame,
pensava ela, toda fogosa,
enganava a balança,
balançava, balançava,
os quilitos, eram quilos,
adultos, adultos, robustos!
Mas o chapéu da madame,
tinha penacho colorido,
chamava as atenções!
Compunha um quadro,
de matrona parisiense,
ou de condessa austríaca,
a das valsas vienenses...
E ela baloiçava, baloiçava,
naquele andar disfarçado.
Mas o chapéu da madame,
esse era a felicidade,
dos transeuntes alegres,
que se recompunham,
do cansaço do dia a dia,
chorando a rir com a cena,
daquele baloiçar esquisito,
qual dançarina em pontas,
da gorducha da madame!
E ela, vaidosa, vaidosa,
com o chapéu de penacho,
colorido, colorido!
Eu vi a madame,
no século errado,
nas ruas de Lisboa,
e, recordei a cena,
ao som de Strauss pai,
ou seria do filho(?),
não numa valsa,
que o andar era de polka,
isso sim, de polka!
Eu o vi com penacho,
o chapéu da madame!

2 Comments:

Blogger Isabel Filipe said...

Querido Ricky.........

PARABÉNS.........
adorei ...finalmente decidiste-te...já não era sem tempo....
desejo-te os maiores sucessos para o teu Blog....
virei aqui todos os dias... para me deleitar com os teus escritos... que já há muito conheço...

Um beijo grande meu amigo

9:17 da tarde  
Blogger Henrique Santos said...

Kanimambo Isabel...
Eu bem preciso de sorte...
Ao Makemoneydonothing não respondo porque não o conheço...

9:47 da tarde  

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